Melhor Trabalho – Formação de Pastores

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MISSÃO APOSTÓLICA INTERNACIONAL JESUS PARA AS NAÇÕES

 

 

MARTIN LUTHER

PAULO PEREIRA DE RESENDE

 

 

 INTRODUÇÃO

Martin Luther nasceu na cidade de Eisleben, na Alemanha, no dia 10 de novembro de 1483 e faleceu na mesma cidade no ano de 1546. De origem humilde, filho de Hans Luther e Margaret Ziegler, seus pais queriam que se tornasse funcionário público para que pudesse assim ajudar a família.

Aos 14 anos Martin foi enviado por seu pai para estudar em Magdeburg, porém ficou somente um ano lá. Depois ingressou na Universidade de Erfurt, onde concluiu o curso de Jurisprudência, depois iniciando o curso de Direito.

Em agosto de 1505, teve sua primeira crise de depressão. No dia 2 de julho deste mesmo ano, voltando de uma visita a seus pais, durante uma tempestade de raios, um raio caiu bem próximo dele, e com medo ele fez uma promessa que se tornaria monge se acaso não morresse ali. Como não morreu ingressou no convento dos agostinianos de Erfurt.

Em 1507 Martin foi ordenado padre, mas devido suas ideias que eram contrarias as pregadas pela igreja católica, foi excomungado.

Naquela época as missas eram rezadas em latim, para que não houvesse muita influência e o povo pudesse ser facilmente enganado, somente os mais abastados conheciam a língua, desta forma a igreja católica legislava a seu próprio favor.

Martin tinha tanta dúvida do seu chamado em ser padre, que muitas vezes chegava a discutir com Satanás por conta dos seus pecados, porém o que ele realmente desejava era ter um encontro com o próprio Jesus.

Ao deixar o mosteiro e chegar a Roma, se deparou com todo o tipo de pecado, Idolatria, Promiscuidade, Bordéis para o Clero e Indulgências, que consistia em receber dinheiro com a finalidade de tirar pessoas que estavam no purgatório, levando-as diretamente ao céu. As barracas para vendas de indulgências eram montadas próximas a escadarias, onde o interessado deveria pagar o solicitado e a cada degrau que subisse rezaria um pai nosso, e no final desta ao rezar à última oração a pessoa estaria livre do purgatório. Martin Luther, conclui que Roma era um antro de perdição.

No ano de 1511 foi enviado a Wittemberg por seu mentor, para que se aprofundasse nos estudos do Novo Testamento, ele estudou e se tornou Doutor em Teologia.

Havia uma máxima que a igreja católica usava na época, na intenção de manipular o povo, que era: “Fora da santa igreja católica não existe salvação”.

Martin também lutava contra a venda de relíquias, que são objetos ou partes de pessoas consideradas santas, que se encontrava em poder da igreja católica, ele chega a citar o absurdo de que na Espanha estavam enterrados “dezoito” dos doze discípulos que Jesus tinha.

O papa quando se arrumava, não é diferente nos dias de hoje, se adornava com várias camadas de vestimentas e ornamentos, em dado momento a sua vestimenta nos remete a roupa de papai Noel.

Para que recebesse uma indulgência o povo era enganado e muitas vezes ameaçado, os obrigando a dar dinheiro a igreja católica, para contribuir com a construção da igreja de Roma, ou seja, o Vaticano. A missa mais parecia uma peça teatral do que um culto religioso. Naquele momento da história, a igreja católica oferecia um passaporte para o céu, tanto para pessoas vivas como mortas, desde que pudessem pagar, é claro.

Martin se revoltou e enviou um documento ao papa, revelando sua ideia sobre aquele assunto. Não foi entendido e chamado a Roma para que se explicasse ao papa, com forte ameaça de excomunhão.

Ao chegar a Roma foi orientado que ao se apresentar ao cardeal, simplesmente se atirasse ao chão, com o rosto ao pó, e depois ficasse de joelho, como se este fosse digno de adoração.

O cardeal diz a Martin que as escrituras eram demasiadamente complexas mesmo para o clero, o que dizer se estas fossem levadas ao povo, que era inculto. Naquele momento ele foi taxado de herege, e que se não se retratasse iria para a inquisição, a morte.

Foi destituído de suas funções como padre, por seu mentor espiritual, para que sobrevivesse a este episódio.

Então, o papa Leão X, mandou recolher os livros de Martin e que os queimasse. Martin Luther foi aclamado pelo povo, demonstrando o total desagrado destes para com a igreja de Roma, e não aceitou que se ajoelhassem diante dele, pois tinha convicção de que não era santo.

Luther foi uma divisão de águas entre a igreja católica e o protestantismo. Escreveu 95 teses, que foram consideradas heresias pela igreja católica, mesmo diante de um júri acusatório manteve suas convicções.

Para sua segurança precisou ser protegido por 25 anos, para esta proteção ele contava com o apoio do sábio Frederico, da Saxônia.

Neste tempo se dedicou a tradução das Escrituras Sagradas do latim para o alemão, permitindo a todos o conhecimento que durante muito tempo foi guardado e manipulado pela igreja católica. Com um número maior de leitores, a quantidade de protestantes aumentou consideravelmente entre eles.

Martin Luther foi responsável pela organização de muitas comunidades evangélicas. Casou-se com a monja Katharina Von Bora, no ano de 1525, com quem teve seis filhos.

 

CONCLUSÃO

Através deste filme concluo o quanto eu era manipulado pela falta de conhecimento, ainda nos dias de hoje pela igreja católica, não havia incentivo para leitura bíblica, apresentavam datas que deveriam ser comemoradas, sob o pretexto de existirem documentos no Vaticano que respaldava tais fatos, porém nunca foram vistos.

Da mesma forma que ocorria no passado, para se marcar uma missa em memória de alguém, antes se deve pagar um determinado valor, bem como para tudo que se pretende fazer. As indulgências ainda existem, mas de uma forma menos acintosa do que na época de Luther.

Devo agradecer a Deus diariamente, por usar pessoas de coragem como ele, que se prontificam a viver e a ensinar a vida de Jesus, sem se preocupar com que os demais pensem, simplesmente seguindo os ensinamentos bíblicos, e assim trazer luz na vida dos irmãos.

Embora muitos outros tenham se mostrado contrários às práticas da igreja católica, facilmente foram calados, mas com Martin Luther foi diferente, se manteve na luz da Palavra, e simplesmente não aceitou nada que viesse a contrariar sua posição quanto a isto. Mesmo sendo perseguido não se desesperou, e nem deixou que recompensas mundanas pudessem desviar da sua convicção.

Martin foi nada mais do que um divisor de águas, separando o conhecimento da enganação, da mentira, trazendo o povo para a Luz. Sei que há muito ainda a ser feito, mesmo depois de mais de quinhentos anos, mas quero verdadeiramente viver essa Fé, que nada me separe do meu chamado, e que o Espírito Santo possa me usar segundo a Sua vontade.